Polícia
européia descobre rede de
pornografia infantil

Até agora 23 crianças foram identificadas como vítimas |
A Europol,
agência policial da União Européia, anunciou nesta
segunda-feira ter descoberto uma das maiores redes de
pornografia infantil do mundo.
Mais de 90 pessoas
foram presas em cerca de 30 países, da Austrália à Ucrânia. A
polícia afirma que o número de detenções deve aumentar nos
próximos dias.
Na Grã-Bretanha, mais de 40 pessoas já foram presas. Até agora,
23 crianças com idades entre 9 e 16 anos foram identificadas em
vídeos gravados pela quadrilha.
Entre os detidos estão pessoas que atuavam em cargos de
confiança, como professores.
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A investigação,
batizada de Operação Coala, teve início em julho de 2006, quando
a polícia australiana descobriu um vídeo em que duas garotas, de
9 e 16 anos de idade, eram estupradas.
As duas meninas
foram identificadas pela polícia belga e o pai delas, preso.
O homem levou os
investigadores até o produtor do vídeo, o italiano Sergio
Marzola, de 42 anos, que operava na Holanda e na Bélgica, além
de ser proprietário de um estúdio na Ucrânia, onde a maior parte
dos vídeos eram gravados.
Os nomes de 2,5 mil
clientes da rede de prostituição infantil foram encontrados no
computador de Marzola.
De acordo com a
polícia, os clientes podiam decidir que atos específicos
deveriam ser praticados pelas garotas (que recebiam pequenas
quantidades de dinheiro) e chegavam a enviar peças de lingerie
para que elas usassem.
Os clientes também
podiam sugerir posições e alguns viajavam para assistir às
gravações dos vídeos.
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