A idéia de entrar em
sex shops sempre deixou casais comedidos ruborizados. Mas se
o relacionamento anda meio frio, especialistas recomendam:
visitar uma destas lojinhas é uma boa opção para
apimentar a vida na cama. Não é preciso recorrer a objetos
sadomasoquistas, por exemplo. Afinal, lojas de produtos eróticos
costumam vender muito mais que chicotes e algemas. Loções,
cremes, óleos, jogos e roupas sensuais também estão no
estoque destas lojas.
Para esquentar o relacionamento, o que vale é a
criatividade. De acordo com a terapeuta de casais Inês
Cristina Pena, 39, esta é a principal chave para se
conseguir satisfação sexual, mesmo depois de décadas de
casamento. “O ser humano tem interesse em se desenvolver,
em ter criatividade. E a sexualidade entra no processo
criativo”, afirma. Para deixar aflorar a imaginação,
produtos de sex shop são os mais lembrados. “Este
produto, que costumo chamar de objeto intermediário,
funciona como uma espécie de possiblitador da criação”.
O uso de determinados itens eróticos depende das características
do casal. “Os valores, preconceitos e a cultura de ambos
interferem em optar o tipo de produto a ser usado”. Mas a
psicóloga adverte: não se deve atropelar opiniões. Se um
dos dois não aceita tal fetiche, o melhor é escolher algo
aprovado pelo casal. Segundo Inês, marido e mulher costumam
sofrer com a falta de reciprocidade de valores. “Nestes
casos, é necessário que haja diálogo. A mudança do
relacionamento sexual não dependerá da ousadia, mas de
conversas, para que ambos entrem em um consenso”, diz.
Se o assunto é renovar os lençóis, barreiras costumam
aparecer no universo íntimo do casal. Quando um dos dois
resolve mudar, as desconfianças surgem. “A esposa pensa:
‘com quem ele aprendeu isso?’ E o marido também sente
que pode ter sido traído, quando a mulher chega com
novidades”, afirma a psicóloga. Nestes casos, o que também
pode resolver é o diálogo.
Fora da rota
Inês preocupa-se com aqueles casais que abusam de produtos
e fetiches. Depois de ‘verem de tudo’, há a sensação
de que é preciso inovar ainda mais. E, com isso, começam a
aparecer os desvios.
“Quando o casal chega a praticar exageros, como uma pessoa
a mais na relação, e alguém sente desconforto e falta de
privacidade, o que era para ser uma inovação torna-se uma
patologia”, afirma. Para ela, o exagero que invade a
esfera íntima de um dos parceiros é uma causa de desgaste
do relacionamento. “É claro que o arroz com feijão diário,
sem criação, pode fazer o casal perder o interesse no
sexo, mas a motivação também não deve ser patológica”,
explica. Veja quais são os produtos politicamente corretos
encontrados em lojas de sex shop e recomendados pela psicóloga.